terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Suspeitas

O jornalista saiu da cena do crime e entrou em seu carro.

Se encostou no banco, acendeu um cigarro e matutou por horas, tendo o seu raciocínio quebrado por uma ligação em seu celular.

- Alô?

- Jorge, aonde você está?

- Amor, já estou voltando para casa. Aconteceu algo?

- Um barulho estranho do lado de fora da casa amor. Volta logo, estou com muito medo...

- Fique tranquila, estou indo.

Jorge ligou o carro e pisou fundo. Seu coração havia desparado, pois o que ele menos aguardava era uma ligação de sua mulher.

Ele estava revirando a sua mente, em busca de algo que fizesse conexão com o que acabara de ver. Aqueles corpos, o seu vizinho, tudo estava muito estranho e nada fazia sentido.

Já na rua de sua casa, Jorge viu um sedan preto sair muito rápido da frente da sua casa.

Ele estacionou, desceu do carro e acendeu outro cigarro. Se lembrou de algo que possa ser importante para este caso.


Fim do skit #1.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A vizinhança

Era noite de véspera de Natal. O homem gordo não estava nem um pouco animado com a data, pois tinha terminado o seu casamento recentemente. Ele fechou a cortina de seu quarto, descalçou as pantufas e se deitou. Se lembrou de como adorava as noites que antecediam o Natal, de como se fantasiava de Papai Noel e  fazia sempre uma surpresa diferente para o seu filho.

Quando estava quase adormecendo, o barulho de vidro quebrando em sua cozinha o acordou, assim, ele alcançou um grande bastão de ferro que guardava em baixo de sua cama. Caminhou lentamente para a cozinha, e parou no corredor ao ouvir uma conversa.

- Cara, tem certeza que ele mora aqui?

- Claro que tenho. Você não viu a foto dele com a ex-mulher em cima da bancada? Se liga porra!

- Beleza. Mas não se esqueça, sem vestígios.

Ao ouvir a conversa, o homem, assustado, percebeu que o problema era mais sério. Voltou para o seu quarto, pegou o revólver que estava escondido dentro do armário, e ficou parado na porta, apontando para o fim do corredor. Segundos depois, o primeiro invasor apareceu, viu o homem e logo se rendeu, mas o homem não saiu de seu lugar até o segundo invasor aparecer.

Então, um explosivo não muito forte estourou dentro da cozinha. O homem se assustou e derrubou a arma, nisso, os dois invasores avançaram contra ele. Ele foi mais rápido, conseguiu derrubar um deles, mas o outro  invasor logo pegou uma faca e o furou na lateral de sua barriga. O invasor se preparou para investir outro golpe, mas o  homem conseguiu alcançar o pedaço de ferro que havia deixado em cima de sua cama. Então, deu um golpe forte na cabeça do invasor que o esfaqueou, e na do outro invasor que já estava se levantando. Ele bateu tanto, que deixou os invasores irreconhecíveis. Logo reparou no que havia feito.

Precisava sair daquela casa o mais rápido possível, pois sabia que mais pessoas viriam atrás dele. Arrumou uma mala, colocando apenas algumas roupas, vários papeis que escondia em um fundo falso dentro de seu guarda-roupas e o revólver que estava no chão. Ao terminar, ensacou os homens em um grande saco e outra explosão, dessa vez, no quarto do seu filho.

Sorte que ele mora com sua mãe agora, pensou o homem. Pegou a mala,arrastou o saco do jeito que pode, outra mala com documentos, correu até o carro, jogou tudo no porta malas e foi embora.

Fim da parte 3.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Recordação

Aquele dia, a criança corria de um lado para o outro à espera do Papai Noel.

- Vai dormir filho, o Noel só entrega presente para quem dorme cedo.

- Mas Pai, será que ele vem mesmo? Você tem certeza?

- Tenho sim filho, agora vá dormir.

Então, a criança logo se deitou e apagou.

Enquanto isso, o seu pai deixava os presentes embaixo da árvore de natal, fazendo silêncio para não acordar ninguém, mas, este silêncio foi quebrado por um barulho estrondoso do lado de fora de sua casa. 
Então, o adulto abriu as cortinas da sala para tentar ver o que estava acontecendo. Parecia vir da casa de seu vizinho.

Enquanto ele tentava entender algo, a criança saiu da cama, passou despercebida por seu pai, abriu a porta com o maior cuidado do mundo e foi para o jardim. Enquanto caminhava de um lado para o outro, olhando para todos os lados, outro barulho. Desta vez foi bem próximo à ele, e veio da casa de seu vizinho.

Ele correu para o arbusto que separava sua casa e a do vizinho, espiou entre ele e enxergou um homem grande, arrastando um saco de lixo que parecia estar carregado de coisas muito pesadas. O homem entrou em seu carro, colocou algumas malas e o saco no porta malas e foi embora, assim, abandonando a casa.

Esta foi a última vez em que o jornalista veria o seu vizinho.

Fim da parte 2.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Uma estranha sensação.

O jornalista saia apressado de casa, desta vez era sério. 

Seu coração quase saia pela boca, suas pernas estavam muito cansadas, mas, ele não podia parar de correr. Afinal, esta era a sua chance de ter sua matéria publicada na capa do jornal em que trabalhou por vários anos.

Ao chegar no local, notou que haviam poucos policiais, alguns parentes das vítimas, e o seu amigo. Ao se aproximar, perguntou para o seu amigo o que havia acontecido.

- Tá vendo esses três corpos ai no chão?

-Sim, o que que tem eles?

- Só pessoal da classe alta, cara. Um é filho do governador, a outra é irmã da mulher dele.

-Entendo. E o terceiro corpo?

-Esse ai é o sujeito que assassinou eles. Não sei quem é, provavelmente um maluco, drogado, qualquer coisa do tipo.

Enquanto seu amigo tirava fotos daquela cena cheia de sangue, o jornalista se aproximou de um policial e perguntou se podia levantar o pano que cobria o rosto do terceiro corpo, e este apenas concordou com a cabeça. 

Ao levantar o pano, uma surpresa e uma vontade enorme de vomitar. Ele conhecia o assassino, era um antigo vizinho. Apesar de estar coberto de sangue e algo muito parecido com gordura, ele pode reconhecer a face. 

Mas, por quê ele faria aquilo? O que o levou a assassinar estas duas pessoas?


Fim da parte 1.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Incompletos.

Aqui vão os rascunhos que eu não consegui completar. Se alguém tiver alguma ideia boa para um fim pra qualquer um deles, poste um comentário!


" It's funny how a history of years end. With two simple words: ok, bye. These words were floating on his head the whole night, he kept staring at the wall trying to put on his mind that he'll never see her again. At this time, she must be in England with her family and friends. She left a whole history with him to go live a new life in another country.

''I'm a horrible egoist'' he thinks. "


" Seus pés já estavam o maltratando a um bom tempo. Quanto mais forçava, maior a dor. Resolveu parar.

Sentou-se no topo de uma rocha e fitou o horizonte. Sua boca abria e fechava, como se quisesse dizer algo, mas não saía palavra alguma. A paisagem era tamanha que até o impedia de pensar. "


" Fuja.

Vá para o mais longe que puder, sente-se e se acalme. É apenas uma fase ruim. Tente entender que os outros não são os culpados por isso, o problema está na sua cabeça.

Distraia-se.

Cante, pule, grite, dance. Faça tudo o que puder para tirar isto de você. "

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Paraquedas

Para todo salto, existe uma queda. Seja ela pequena ou enorme.

Enquanto caia, podia ver tudo se passando rapidamente diante de seus olhos, até a história de sua vida. Seus primeiros passos, o primeiro machucado, o primeiro beijo, o casamento, o nascimento do seu filho, a primeira bronca, a morte de seus pais, a separação, e o agora.

O vento batia em seu rosto, e ele sentia todo tipo de emoção. Medo, fúria, felicidade, tristeza, tudo.

E agora, se salvar ou não?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dor

É normal ficar triste de vez em quando. Todo mundo fica.

Aquele sorriso que você mostra para todos e jura ser sincero, transmite suas emoções melhor do que você imagina. Não há como negar. Uma conversa com um amigo pode resolver, mas nunca é o suficiente.

Infelizmente, só se aprende errando. Com dor.